30Jan

CHINA TRANSFORMA MINA DE CARVÃO DESTRUÍDA EM FAZENDA SOLAR FLUTUANTE

A China acaba de dar um dos passos mais significativos no combate a poluição no país. O governo chinês inaugurou a maior usina de energia solar flutuante do mundo, construída numa área alagada de uma antiga mina de carvão destruída.

Demanda global por geração fotovoltaica em espelhos d’água foi avaliada em US$ 106,85 milhões no ano passado e deve contabilizar US$ 584,27 milhões até 2024

Com 70 megawatts (MW) de potência instalada, o empreendimento abrange mais de 63 hectares da área inundada e vai fornecer energia limpa e sustentável para cerca de 21 mil residências no país. Especialistas acreditam que a China, que autodeclarou guerra à poluição em 2014, pretende reorganizar o panorama energético mundial.

Prova disso é que o projeto na mina de carvão chamou atenção das grandes corporações e despertou o interesse de outras nações ao redor do mundo, a ponto de provocar uma série de lançamentos de produtos inovadores e adaptados para melhorar a eficiência de usinas de energia solar flutuante, inclusive no Brasil.

O plano da China é aproveitar várias minas de carvão abandonada e impactadas e construir dezenas e até centenas de fazendas solares flutuantes de 1 gigawatt (GW). A proposta por trás desses projetos sugere que não apenas os chineses estão assumindo a liderança em energias renováveis, mas estão indo além da velocidade, eficiência e produção em massa, tornando-se um centro de inovação em tecnologias de energia verde.

A demanda global por mercado de usinas solares flutuantes foi avaliada em US$ 106,85 milhões no ano passado e deve contabilizar US$ 584,27 milhões até 2024, com uma taxa de crescimento composta estimada em 28,0% de 2019 a 2024.

Atualmente, a China não apenas se destaca como o maior mercado de energia solar em todo o mundo, após adicionar 34 GW de energia em 2016 – duas vezes a quantidade instalada nos EUA – mas também consolidou sua posição como líder mundial em energia renovável.

Com investimentos crescentes, a China dependerá em grande parte de usinas solares flutuantes para alcançar as suas metas de energia renovável e emissões de GEE. Aprovado com uma pipeline relativamente poderosa no que diz respeito à implantação de energia solar, estima-se que o mercado de painéis solares flutuantes da China tenha uma taxa de crescimento de mais de 30% entre 2019 e 2024.

Créditos: Portal Solar